domingo, 11 de maio de 2014

Mães


Há algum tempo li um texto sobre a maternidade que me marcou. Dizia que, se você fosse boa mãe, iria se tornando desnecessária com o passar do tempo. Em um primeiro momento parece estranho, mas agora entendo do que se trata. Obviamente não acontece de uma hora para outra: é gradual, um passinho de cada vez, mas a mudança está sempre acontecendo.

Lembro de quando coloquei meu filho na escolinha, anos atrás. Era sofrido para nós dois. Mas fui dando tranquilidade e apoio a ele para que a transição para a nova fase fosse uma coisa positiva. De repente, um dia, ele ficou bem. Fez um amiguinho novo, conversou, brincou. Me contou empolgado sobre as historinhas que ouvia da professora. E eu chorei... porque vi que era o primeiro passo que ele tinha dado por conta própria. Um passo importante.

Estou no comecinho desta dura tarefa de controlar meus impulsos superprotetores e já percebi o quanto este processo é difícil. Meu menino é pequeno mas já enfrenta suas frustrações, faz suas escolhas, relata probleminhas que acontecem na escola. Nós ouvimos, aconselhamos e muitas vezes precisamos agir para ajudá-lo, mas sempre procuramos fazer com que ele tenha um papel ativo na solução dos problemas. Até agora, parece que estamos indo bem.

Não importa o que aconteça, eu só quero que ele saiba que eu vou estar sempre aqui, para quando ele precisar. Porque existem duas coisas preciosas que faço questão de oferecer ao meu filho: uma delas são raízes. E a segunda, asas.

Feliz Dia das Mães!

Um comentário:

  1. Lindas palavras, Débora! Parabéns pelo dia das mães, mesmo que atrasado.

    Abraço.
    Vitória

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