Thursday, January 31, 2013

Por Trás Das Lentes: Michael Graydon


De tempos em tempos eu mostro o trabalho de algum fotógrafo, mas de acordo com a minha memória faz um tempinho que não apresento ninguém aqui no blog.

Então, hoje é dia de Michael Graydon.





Não me lembro como cheguei até o portfólio, mas um dia deixei o nome dele anotado aqui para fazer uma referência quando possível. Achei a anotação hoje. As imagens incluem várias categorias diferentes, mas eu tentei manter o foco em interiores e jardins.




Nascido em Toronto, ele tinha 16 anos quando, pela primeira vez, descobriu um interesse pela arte da fotografia. Herdou do pai uma velha Pentax Spotmatic e a partir daí se tornou um autodidata.

Por volta dos 20 anos foi para Londres como assistente de alguns fotógrafos renomados e passou um ano exercendo esta atividade.




Adorei este arranjo, apesar de obviamente ser inviável na vida real. A planta é um Acer? Adoro as cores.

Infelizmente tive que deixar muita coisa de fora, mas sugiro que vocês visitem o site. Daria material para pelo menos dois posts a mais, sem exagero.






Para quem quiser ver mais, veio tudo daqui.

Sunday, January 27, 2013

De Hobby A Profissão


A esta altura vocês já sabem que eu sou fã de reaproveitamento, de usar coisas antigas na decoração, que não gosto de casa com cara de showroom (no sentido pejorativo da palavra, já que eles são, em geral, super impessoais). O que não significa que eu não saiba gastar, pagar bem por alguma coisa, desde que ela realmente valha a pena (só pra deixar claro que não sou sovina).



É por isso que trabalhos como os de nteressantes pra mim. Alguns baldes de tinta, poucos metros de tecido e pronto: ela transforma tudo o que ela toca em ouro, começando pela casa onde ela mesma mora com a família. Segundo suas próprias palavras, tinta pode consertar quase tudo; o restante conserta-se com tecido.



A história dela é bem interessante, pra não dizer inspiradora para tantas pessoas que não têm formação em arquitetura ou interiores, mas que são apaixonadas pelo tema.




Ela entrou neste universo da decoração quando comprou um cottage de 1941. Sendo recém-casada e tendo um orçamento bem limitado, a criatividade virou a palavra de ordem.



Mais tarde, em junho de 2005, a revista Better Homes and Gardens publicou uma matéria sobre esta mesma casa, mostrando como ela havia conseguido transformar o lugar com boas idéias e pouco dinheiro. Foi então que o que antes era apenas um hobby (e também uma necessidade) acabou virando profissão: Holly começou a conquistar clientes e por fim montou um pequeno negócio.

Gostou? Tem muito mais neste link. Vale a pena visitar!

Sunday, January 20, 2013

O Que É Luxo?


A Millgate Homes é uma empresa dedicada a construir e comercializar residências de alto padrão - e por "alto padrão" eu quero dizer que cada uma custa alguns milhões de libras, desde mansões retiradas da cidade até apartamentos exuberantes nos locais mais desejados do Reino Unido.




Há 4 anos atrás a empresa, que sempre teve esta imagem de construtora de primeira linha, decidiu caminhar para uma posição ainda mais alta do mercado. Neste patamar, é claro, não há espaço para falhas e a cobrança é de total perfeição em cada etapa do trabalho.



A empresa também vê uma importância muito grande nos espaços de convívio, como cozinhas e salas de estar, que são os pontos focais de cada residência. Ao invés de cozinhas fechadas e escondidas, elas são parte integrante das casas.





Todas as casas à venda passam longe da imagem de "museu". O que chama a atenção não é o luxo, mas o equilíbrio perfeito entre a elegância e o conforto, sem afetações. É a atenção ao detalhe, o uso de materiais e mão-de-obra de primeira linha, mas sem deixar que aquela atmosfera de acolhimento fique em segundo plano.



A empresa diz que estas são casas clássicas, para a vida toda, e que não imaginam um cliente que pense em sair de qualquer uma delas. Luxo não é ostentação, mas esse sentimento de prazer em estar em casa. Eu concordo totalmente com o que eles pensam. 




Sunday, January 13, 2013

Vivendo Bem Com Pouco Espaço

Já me pediram várias vezes para fazer um post sobre espaços pequenos e no final do ano entreguei um projeto exatamente com este perfil.

Hoje em dia cada metro quadrado a mais é um luxo: não é fácil resolver todas as questões quando a cama de casal ocupa praticamente todo o quarto, ou quando o sofá está a poucos centímetros da estante da TV, mas é possível, sim, viver bem em pouco espaço.


Queria ter fotografado a pasta do projeto como fiz aqui e aqui, mas a correria para entregar foi enorme porque o cliente estava saindo de viagem e eu não podia atrasar nem um minuto. Mas depois vou fazer algumas cópias e mostro como ficou.

O que eu considero importante em casos assim?

A primeira questão para decorar imóveis pequenos é não exagerar no mobiliário. Parece óbvio, mas já tive dificuldades em convencer um cliente que as coisas que ele queria adquirir não eram compatíveis com os ambientes que ele tinha no apartamento recém-comprado.

Better Homes and Gardens

Quando digo "compatível" eu não me refiro sempre ao tamanho do móvel, embora isso também deva ser levado em consideração, mas também à quantidade de peças que você vai incluir no ambiente.

Ter um só sofá grande não adianta. As pessoas não se sentem confortáveis conversando quando estão sentadas em linha, por isso é preferível ter vários assentos independentes que possam ser dispostos de maneira mais agradável.

Opte por um sofá menor, confortável, que tenha comprimento suficiente para deitar-se (afinal, a sala de estar serve para relaxar, não?). Para aumentar o número de assentos, procure incluir uma ou duas poltronas, um pufe, e quem sabe investir em cadeiras de jantar confortáveis que possam ser levadas à área de estar, se necessário.


Sobre as dimensões, você até pode adquirir uma peça de maior escala, sem problemas. Acho até que isso cria uma dinâmica interessante, mas é importante que ela seja selecionada com cuidado. Vale dizer também que uma ou duas peças grandes podem fazer o ambiente parecer maior, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita.

Como? Bem, funciona da mesma maneira que os acessórios de decoração. Qual é a sua sensação ao ver uma prateleira ou mesa de centro abarrotada de peças pequenas? Que tal outra com objetos maiores e em menor quantidade? Com certeza a segunda opção passa uma imagem mais "limpa".


Aproveitando este exemplo, cuidado com os itens de decoração: em excesso, deixam o ambiente confuso. Sim, eu sei que o acessórios dão personalidade ao ambiente e não é preciso ser minimalista, mas não exagere. Alguns poucos itens muito bem selecionados são suficientes. Usar caixas e cestos também é uma boa solução para manter a aparência de organização. Uso em escritórios para itens pequenos, em quartos de criança para brinquedos ou até na sala de estar para controles remotos ou revistas, por exemplo.

Pottery Barn

Outro ponto em que eu costumo insistir muito: lugar para armazenagem. Às vezes as pessoas querem ambientes abertos para dar a ilusão de mais espaço, mas esquecem das necessidades do dia-a-dia. Equilíbrio, como sempre, é a palavra-chave. É importante que cozinhas, quartos e salas tenham muito espaço de armários, e mesmo assim é possível que fiquem com uma aparência leve e arejada.


Neste projeto que mencionei a sala de jantar também era muito, muito pequena. Para casos assim prefiro usar uma mesa redonda com pé central (pedestal). A ausência de quinas melhora a circulação ao redor da mesa e é muito fácil encaixar mais lugares ao redor dela (por isto especifiquei o tipo de pé). Tampos quadrados ou retangulares não oferecem esta flexibilidade.

Mesas redondas com pé central são ótimas para quem tem pouco espaço.

O tampo redondo sempre melhora a circulação, mas este tipo de pé limita
o uso para quatro cadeiras. Os apoios centrais, em pedestral, são mais flexíveis.
Já esta cadeira é ótima para levar até a área de estar na
necessidade de mais assentos, porque é muito confortável. 

Cuide da paleta de cores, que deve ser simples e coerente com o restante do ambiente. Em geral, cores claras dão a sensação de mais espaço, assim como as superfícies espelhadas.

A distância da cama até a parede é muito pequena, mas o espelho corrige o problema.

Já outras pessoas preferem a abordagem oposta, com uma cor mais escura para as paredes (chocolate, grafite, você escolhe). O espaço não vai parecer maior, mas a cor escura tende a "apagar" as arestas e limites do ambiente, o que pode ser atraente também. Outro ponto interessante é que você pode conseguir uma atmosfera instantaneamente sofisticada e luxuosa sem precisar de muitas peças de mobiliário (e isso, sim, vai aumentar seu espaço disponível). Neste caso as peças de iluminação se tornam especialmente importantes.


Gosto também de móveis e ambientes que servem para dupla função. Neste mesmo projeto a sala não tinha largura suficiente para uma mesa de centro, então encaixei um pufe retangular no móvel da tv: serve como assento para escrivaninha (embutida na própria bancada da TV), apoio para os pés (o cliente queria sofá com chaise, mas não havia espaço), mesa de centro ou ainda como assento extra, de acordo com a necessidade.

Pufes são muito versáteis e atendem a múltiplas funções

Espaços multifuncionais são ótimas maneiras de otimizar o espaço disponível.
No exemplo, sala de estar e escritório integrados.

Espero que estas dicas possam ajudar um pouco quem precisa decorar um imóvel pequeno. Acredite, ele pode ter grandes qualidades. A inspiração de coisas bonitas e bem resolvidas podem vir de casas de qualquer tamanho!


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Posts passados que mostram imóveis pequenos:

Sonhos Possíveis

A Vida Como Ela É

Visite também minha pasta Pequenos Espaços no Pinterest para ver mais imagens. O atalho está na barra lateral.
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