terça-feira, 9 de março de 2010

Imitando Hollywood

Há muitos anos atrás, em 2003, um filme retratava uma casa de praia que causou um alvoroço sem precedentes: saiu em inúmeras revistas, foi comentada em incontáveis blogs, reformas e renovações residenciais foram feitas inspirando-se nas imagens do filme. Ela chegou até a ofuscar o brilho da atuação dos grandes atores envolvidos no projeto - e eu também teria escrito um post especialmente para ela se tivesse um blog há sete anos.


A casa em questão é a estrela do filme "Alguém tem que Ceder", e nesse tempo todo uma dúvida nunca foi esclarecida: Beth Rubino aparece nos créditos como decoradora do set, e outro profissional, James Radin, recebe agradecimentos, sem especificarem, no entanto, a extensão do seu trabalho. As fotos da casa aparecem no seu portfolio e, por isso, não importando quem realmente tenha tomado as decisões que fizeram da casa um estrondoso sucesso, seu nome está permanentemente ligado à ela - profissionalmente, uma excelente decisão de sua parte.


A residência tinha que refletir a personagem de Diane Keaton, uma dramaturga de sucesso na faixa dos 50 anos, divorciada após um longo casamento, que havia construído a casa como "um presente para si mesma". Com certeza, um cenário bem diferente do que aquele que seria concebido para um casal ou uma mulher solteira.

A sala de estar retratada no filme: se você quiser se inspirar nesta decoração, o ponto mais essencial é usar o contraste claro/escuro (móveis, pedestrais, piso e corrimãos escuros; paredes, portas, cúpulas e tecidos claros).

Apesar das capas dos sofás parecerem brancas, na verdade elas são de um tom muito claro de azul, com o debrum feito em um tom mais escuro - a diretora do filme diz que achava que a personagem não usaria o branco por ser muito comum (mas você pode optar por ele sem perder nada no resultado final). As portas-janelas brancas têm um papel essencial no ambiente mas, com absoluta certeza, nada é mais característico desta casa que o tapete listrado em azul e branco. Esses três elementos (branco, azul e listras) introduzem, melhor que qualquer outro, um aspecto litorâneo na residência - quase com uma aparência de uma toalha de praia (por acaso, realmente aparecem toalhas assim em cenas do filme). Ao lado da escada, um relógio Mora.


Em um canto da sala, um espaço de leitura (uma das minhas imagens preferidas). As cortinas são quase da mesma cor das paredes, sem contraste, e a prateleira é repleta de livros (mais uma vez, considerando a profissão da personagem) que, combinados com a iluminação, resultam em um espaço lindo e aconchegante, mesmo usando-se apenas elementos simples.


A sala de jantar recebeu uma mesa redonda que, juntamente com o piso e o lustre, são os únicos elementos escuros de um ambiente praticamente sem contrastes.



E a cozinha, certamente o ambiente mais copiado do filme. Para recriar a atmosfera, aqui também o contraste é importante: móveis claros contra o piso e tampo escuros. Outros pontos a serem observados são os armários superiores com portas envidraçadas, ferragens de inspiração antiga (percebam que até as dobradiças são visíveis), equipamento em aço inoxidável (no filme, têm aparência industrial) e, na área molhada, a parede com revestimento cerâmico.


Na área externa, o mesmo conforto do interior da casa. E lá estão, mais uma vez, as listras em azul e branco, em almofadas e toalhas: sem dúvida um elemento essencial desta decoração.


Você se inspirou com a casa também? Ela com certeza revalidou (de uma maneira diferente, é verdade) a expressão "a vida imita a arte"!

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