sábado, 6 de março de 2010

Nova Vida ao Clássico

Os designers de interiores Stephen Sills e James Huniford, trabalhando em conjunto com o arquiteto Robert Rich, ampliaram uma casa no Estado de Nova York para transformá-la em residência de final de semana.


O estilo da construção é o "saltbox", um tipo de estrutura onde a casa tem dois andares na frente e apenas um na parte posterior, característica da época em que foi construída, no século XVIII. Além da diferença de pavimentos, outra característica das casas saltbox é a fachada plana e a chaminé central, bem alinhada com a cumeeira. As águas do telhado também não são simétricas: a água posterior é mais longa, ficando consequentemente com seu beiral em um ponto mais baixo, onde se acomoda a seção da casa com um único pavimento.


O piso original da sala foi mantido e associado com uma paleta de cores tranquila. O foco principal da casa é a luz e o conforto.

Apesar de parecer autenticamente americana, a sala é uma grande mescla. Entre os móveis estão uma mesa baixa originalmente usada para abrir ostras, uma cadeira holandesa, uma mesa sueca e na parede uma bandeja espanhola. E existem algumas peças francesas, também.


A cozinha foi idealizada para acompanhar o restante da casa. Os proprietários não queriam móveis com aparência de novos e feitos sob medida, mas a atmosfera de armários que fizessem parte da construção. Os tampos são de pedra calcária e muitos equipamentos são de aço inoxidável.


A sala de música tem dupla função e também funciona como escritório para o casal proprietário e os três filhos.


Pés-direitos altos sempre haviam sido irrevogáveis para os profissionais. Eles dizem que esta casa os ensinou que tetos baixos também podem ser atraentes, com a abordagem correta: o segredo está na escala do mobiliário e equipamentos, em decisões que acontecem in loco, mas impossíveis de serem feitas apenas na planta.


A suíte master fica na área nova da casa. A cama é portuguesa, do século XIX, e as gravuras são italianas do século XVIII.


Esta é a sala onde a proprietária trabalha os arranjos de flores frescas do jardim, junto à cuba de zinco.


Incrivelmente, o caráter histórico da casa não foi prejudicado, mesmo levando-se em consideração que 60% dela seja nova, resultante da ampliação. Da rua, ainda parece uma casa colonial, e a nova ala é quase invisível: uma ampliação que inclui a cozinha, suíte master, a sala de estar de cerca de 110m², sala de música, sala de jardinagem e varanda com tela (na imagem abaixo, do lado esquerdo). O antigo e o novo se misturam e não é possível saber onde acaba a construção original e onde começa a ampliação: e é aí, nesta indefinição, que está o êxito de todo o trabalho que foi feito.


Fonte: Architectural Digest

Um comentário:

  1. Debora com certeza vc entende do riscado, seu blog é lindo e bem organizado, ao contrario do meu, passa la para tomar um cafezinho .Bjos Socorro!

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